Minha Primeira Venda Pela Internet: A Emoção Que Nunca Esqueci

                                           


Depois de criar minha conta no Mercado Livre, abrir uma conta bancária e aprender como anunciar produtos pela internet, eu estava pronta para começar.

Ou pelo menos achava que estava.

Meu primeiro objetivo foi seguir o exemplo da mulher que havia me inspirado através da reportagem da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Comecei anunciando cartões telefônicos para colecionadores.

Na época existia um mercado para isso e parecia uma boa oportunidade para quem estava dando os primeiros passos.

Cadastrei os produtos.

Aprendi a usar a plataforma.

Acompanhei os anúncios.

Esperei.

E esperei mais um pouco.

Mas logo percebi uma realidade importante.

As vendas não aconteciam com a velocidade que eu imaginava.

Além disso, eu tinha uma quantidade limitada de cartões.

Mesmo que as vendas aumentassem, seria difícil transformar aquilo em um negócio capaz de gerar uma renda constante para minha família.

Foi então que comecei a fazer uma pergunta que mudaria minha história:

"O que eu sei fazer que poucas pessoas fazem?"

Passei dias pensando nisso.

Observando minhas habilidades.

Lembrando das coisas que eu sempre gostei de criar.

E a resposta estava bem diante dos meus olhos.

O artesanato.

Desde muito jovem eu gostava de trabalhos manuais.

Sempre fui apaixonada por criar peças delicadas, personalizadas e cheias de significado.

Inclusive, quando meu primeiro filho, Jonathan, nasceu, eu mesma participei da criação de diversos detalhes relacionados à comemoração de sua chegada.

Sempre gostei de transformar materiais simples em lembranças especiais.

Foi então que tive uma ideia.

Se eu podia vender cartões telefônicos pela internet, por que não vender algo criado por mim?

Algo único.

Algo artesanal.

Algo que carregasse carinho e personalidade.

Comecei a pesquisar quais temas estavam em alta para festas infantis.

Foi quando encontrei uma tendência que fazia muito sucesso na época: o Ursinho Pooh.

Aquele personagem encantava crianças e famílias em todo o Brasil.

Inspirada por esse universo delicado, desenvolvi minha primeira lembrancinha para vender pela internet.

Era uma mini vela em formato de aquário.

Utilizava um pequeno recipiente de vidro.

Aplicava vela em gel para criar o efeito de água.

E dentro colocava um pequeno ursinho decorativo.

O resultado era encantador.

Para mim, não era apenas uma lembrancinha.

Era o primeiro produto criado especialmente para um negócio que estava nascendo.

Fotografei a peça da melhor forma que consegui.

Cadastrei o anúncio.

Escrevi a descrição.

E publiquei.

Depois disso comecei a acompanhar o computador quase o tempo todo.

A cada acesso ao Mercado Livre, meu coração acelerava.

Eu sonhava com o momento em que apareceria minha primeira venda.

E então aconteceu.

Um dia recebi a notícia que tanto esperava.

Alguém havia comprado minha lembrancinha.

Minha primeira venda online.

Até hoje me lembro da emoção daquele momento.

Era um pai que procurava lembrancinhas para a festa de aniversário do filho.

Entre tantas opções disponíveis, ele escolheu justamente o produto que eu havia criado.

Aquele simples pedido representava muito mais do que uma venda.

Representava validação.

Representava confiança.

Representava a prova de que pessoas que eu nunca havia visto estavam dispostas a comprar algo produzido por mim.

Naquele instante percebi que aquilo era real.

A internet realmente poderia me conectar com clientes de qualquer lugar.

Eu poderia trabalhar de casa.

Poderia acompanhar o crescimento dos meus filhos.

Poderia continuar exercendo minha criatividade.

E ainda construir uma fonte de renda para minha família.

Produzi cada peça com extremo cuidado.

Conferi todos os detalhes.

Revisei tudo várias vezes.

Eu queria que aquele cliente recebesse exatamente o que havia imaginado ao fazer a compra.

Eu queria que aquele cliente recebesse exatamente o que havia imaginado ao fazer a compra.

Mas logo surgiu uma nova preocupação.

Como enviar aquelas velinhas de vidro sem quebrar durante o transporte?

Naquele tempo não existiam tantas opções de logística como existem hoje.

Praticamente tudo dependia dos Correios.

E eu ainda não fazia ideia de que minha próxima grande emoção estava prestes a acontecer.

No próximo capítulo vou contar como preparei minha primeira encomenda, enfrentei o medo de que tudo quebrasse no caminho e vivi um dos momentos mais marcantes da minha trajetória empreendedora.

O dia em que entrei nos Correios carregando a primeira caixa da minha vida.

Continua...

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