Quando olho para tudo o que construí ao longo dos anos, às vezes me surpreendo ao lembrar onde tudo começou.
Não foi em uma grande empresa.
Não foi com um investimento milionário.
Não foi com uma equipe.
Não foi com um plano de negócios elaborado.
Tudo começou com uma simples vela artesanal.
Uma pequena lembrancinha criada dentro da minha própria casa enquanto eu cuidava dos meus filhos.
Naquele momento da minha vida, eu buscava algo que me permitisse estar presente na rotina da minha família sem abrir mão da minha independência financeira.
Meu segundo filho, Gabriel, ainda era muito pequeno.
Jonathan já estava crescendo.
E eu tinha a certeza de que queria acompanhar cada fase da infância deles.
Mas também sabia que precisava encontrar uma forma de continuar trabalhando.
Foi então que descobri o Mercado Livre, aprendi a anunciar produtos na internet e comecei minha jornada no comércio eletrônico.
No início tentei vender cartões telefônicos para colecionadores.
Mas logo percebi que aquele não era o meu caminho.
Eu precisava criar algo que tivesse a minha essência.
Algo que carregasse minhas habilidades.
Algo que eu pudesse produzir com amor e dedicação.
Foi assim que nasceu minha primeira lembrancinha.
Uma mini vela aquário em vidro.
Dentro dela eu colocava pequenos elementos decorativos inspirados em temas infantis.
Na época, o Ursinho Pooh era um dos personagens mais procurados para festas de aniversário.
Eu preparava cada peça manualmente.
Observava cada detalhe.
Escolhia os materiais com cuidado.
Observava cada detalhe.
Escolhia os materiais com cuidado.
E colocava em cada lembrancinha aquilo que sempre considerei indispensável: carinho.
Quando a primeira venda aconteceu, uma nova porta se abriu diante de mim.
Aquele pedido não representava apenas dinheiro entrando em casa.
Representava confiança.
Representava validação.
Representava a confirmação de que outras pessoas valorizavam algo criado pelas minhas mãos.
Depois da primeira venda vieram outras.
Pouco a pouco comecei a entender melhor o que os clientes procuravam.
Aprendi a ouvir.
Aprendi a observar tendências.
Aprendi a adaptar produtos.
Aprendi a observar tendências.
Aprendi a adaptar produtos.
Aprendi a melhorar fotografias.
Aprendi a escrever descrições.
Aprendi a atender clientes.
E, principalmente, aprendi que empreender é um processo constante de evolução.
Cada pedido me ensinava algo novo.
Cada cliente deixava uma lição.
Cada desafio me fazia crescer.
Sem perceber, aquela pequena atividade realizada entre uma mamadeira, uma tarefa escolar e os cuidados da casa começava a se transformar em um negócio.
Eu ainda não sabia, mas estava construindo os alicerces do que mais tarde se tornaria o Ateliê Denise Lamberti.
Naquela época, eu não pensava em marca.
Não pensava em posicionamento.
Não pensava em reconhecimento.
Meu objetivo era muito mais simples.
Eu queria criar produtos bonitos.
Encantar clientes.
E continuar presente na vida dos meus filhos.
Talvez tenha sido justamente isso que fez toda a diferença.
O negócio nasceu de forma genuína.
Nasceu da maternidade.
Nasceu do amor pela família.
Nasceu da vontade de criar.
Nasceu da necessidade de encontrar um caminho profissional compatível com os valores que eu acreditava.
Com o passar dos anos, as velas deram lugar a novos produtos.
Vieram lembrancinhas de maternidade.
Sabonetes artesanais.
Kits personalizados.
Presentes especiais.
Peças criadas para celebrar momentos únicos na vida de muitas famílias.
Mas existe algo que nunca mudou.
O sentimento que me acompanha desde aquela primeira venda.
A gratidão.
Gratidão por ter encontrado uma forma de transformar criatividade em trabalho.
Gratidão por cada cliente que confiou em mim.
Gratidão por cada encomenda enviada.
Gratidão por cada família que escolheu uma criação minha para fazer parte de momentos especiais.
Hoje, quando vejo o nome Denise Lamberti estampado em produtos, embalagens, redes sociais e projetos, lembro daquela mulher que um dia perguntou:
"Como eu coloco um produto dentro do computador?"
Lembro da internet discada.
Lembro do scanner recém-comprado.
Lembro da primeira venda.
Lembro da primeira fila nos Correios.
E percebo que grandes histórias nem sempre começam de forma grandiosa.
Às vezes elas começam dentro de casa.
Com uma ideia simples.
Com muita coragem.
E com uma pequena vela artesanal.
Foi assim que nasceu a história do Ateliê Denise Lamberti.
E essa é apenas a primeira parte de uma jornada que continua sendo escrita todos os dias.
Fim da primeira etapa da série "Diário de uma Artesã Digital".

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